Liderado por Cileide Moussallem, movimento amplia ações de combate à violência, incentivo ao empreendedorismo e assistência social, alcançando comunidades da capital e do interior do estado.
Em um estado marcado por grandes distâncias geográficas e desafios sociais, um movimento criado há mais de dez anos vem se consolidando como uma rede de apoio para milhares de mulheres amazonenses. Sob a liderança de Cileide Moussallem, a Virada Feminina do Amazonas transformou ações voluntárias em um trabalho permanente de acolhimento, combate à violência, incentivo ao empreendedorismo e assistência social, alcançando comunidades urbanas, ribeirinhas e indígenas.
O que começou como uma iniciativa voltada ao fortalecimento feminino tornou-se uma referência de atuação social no estado. Ao longo da última década, o movimento ampliou sua presença em Manaus e no interior, levando apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade, promovendo campanhas solidárias e criando oportunidades para que muitas delas reconstruíssem suas vidas.
Um dos diferenciais da Virada Feminina é sua atuação independente. Sem ligação com partidos políticos ou estruturas governamentais, o projeto é mantido por recursos próprios de sua presidente e por empresários parceiros que acreditam na proposta desenvolvida pelo movimento. Essa autonomia permite que as ações sejam realizadas com rapidez, direcionadas às comunidades que mais necessitam de assistência.
Ao longo dos anos, a entidade passou a atuar em diversas frentes consideradas essenciais para a promoção da dignidade feminina. Entre elas estão o acolhimento de mulheres vítimas de violência, orientação sobre acesso aos órgãos de proteção, distribuição de alimentos, produtos de higiene e itens de primeira necessidade para famílias em situação de vulnerabilidade.
Outra área que ganhou espaço dentro do movimento é o incentivo ao empreendedorismo feminino. A Virada Feminina promove capacitações e treinamentos voltados à geração de renda, permitindo que mulheres conquistem autonomia financeira e reduzam situações de dependência econômica, frequentemente associadas a ciclos de violência doméstica.
A atuação do grupo também ultrapassou os limites da capital amazonense. Além das ações realizadas nas zonas Norte, Leste e Oeste de Manaus, a entidade expandiu seus projetos para municípios como Iranduba, Manacapuru, Borba, Barreirinha e Boa Vista do Ramos.
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Em Autazes, o movimento desenvolveu um trabalho específico voltado ao acolhimento de mulheres indígenas da etnia Mura, adaptando suas ações às características culturais da comunidade e ampliando o alcance da assistência social.
Segundo Cileide Moussallem, a missão da Virada Feminina sempre foi construir uma rede de apoio baseada na solidariedade e no compromisso com quem mais precisa.
Durante mais de dez anos de atuação, centenas de ações sociais foram realizadas, consolidando o movimento como uma das principais iniciativas voltadas ao fortalecimento das mulheres no Amazonas.
O reconhecimento também ultrapassou as fronteiras do estado. Recentemente, a experiência da Virada Feminina ganhou visibilidade nacional durante evento realizado em Brasília, onde foi apresentado o livro da entidade, reunindo experiências e iniciativas desenvolvidas pelo movimento ao longo de sua trajetória.
Para Cileide Moussallem, o trabalho desenvolvido demonstra que a transformação social não depende exclusivamente da atuação do poder público, mas também do envolvimento da sociedade civil organizada.
Mais do que distribuir alimentos ou prestar assistência emergencial, a Virada Feminina busca fortalecer a autoestima, ampliar oportunidades e criar uma rede permanente de apoio para mulheres que enfrentam situações de vulnerabilidade.
Após mais de uma década de atuação, o movimento segue ampliando sua presença no Amazonas, levando a mensagem de que solidariedade, acolhimento e independência podem caminhar juntos na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

